Convenções abriram possibilidade para Assembleia deixar de ser 100% masculina

As convenções partidárias chegaram ao fim na última quarta-feira e homologaram as candidaturas de cinco deputados estaduais para o cargo de prefeito. Com esta definição, abriu-se a possibilidade de a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul -única 100% masculina no Brasil- voltar a ter deputadas mulheres. Mara Caseiro e Dione Hashioka vivem essa expectativa.

Três deputados estaduais serão candidatos a prefeito na Capital: Pedro Kemp (PT), Márcio Fernandes (MDB) e João Henrique (PL). Estes foram eleitos em coligações cujos suplentes são homens. 

É o resultado das eleições em Naviraí e Dourados que vai determinar se a Assembleia Legislativa voltará a contar com a presença de uma deputada - ou duas deputadas.

Isso porque Barbosinha (DEM), candidato homologado a prefeito de Dourados, e Onevan de Matos (PSDB), candidato em Naviraí, foram eleitos em 2018 em coligações cujas suplentes são duas ex-deputadas: Mara Caseiro, a suplente imediata, e na sequência Dione Hashioka.

Mara Caseiro atualmente preside a Fundação de Cultura de MS. Em 2019, chegou-se a ventilar a possibilidade de a ex-deputada concorrer à Prefeitura de Eldorado, o que não se concretizou. Em convenção realizada esta semana, o PSDB homologou 14 candidaturas de vereadores no município. Mara teve 23.813 votos em 2018 e é a suplente imediata caso Barbosinha ou Onevan de Matos sejam eleitos.

Já Dione Hashioka teve 21.754 votos nas eleições de 2018. Ela assumiria uma cadeira na Assembleia Legislativa no cenário em que, tanto Barbosinha, quanto Onevan de Matos, são eleitos em Dourados e Naviraí, respectivamente.

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